O que era para ser
um momento de exercício da democracia virou tumulto, com direito a
agressões físicas, quebradeiras e outras baixarias. O cenário foi a
Câmara Municipal de Ipanguaçu, onde o Sindicato dos Servidores Públicos
Municipais de Ipanguaçu promovia evento com os dois candidatos à
prefeitura da cidade na noite da última terça-feira (11).
A
intenção do Sindicato era entregar uma “carta de compromisso” ao
prefeito Leonardo Oliveira (PT), candidato à reeleição, e à
ex-primeira-dama Rizomar Barbosa, que busca eleger-se pela primeira vez.
No documento, reivindicações ao próximo gestor municipal.
Na
oportunidade, cada um dos candidatos teria tempos iguais para falarem
aos presentes. Um sorteio definiu que o primeiro seria o prefeito.
Iniciaram-se, neste momento, as agressões através de palavras de baixo
calão desferidas pelos simpatizantes da candidata oposicionista.
Os
xingamentos só cessaram quando as agressões passaram para o plano
físico. O vereador Batista Lobo (PSD) foi agredido pelas costas pela
mãe de uma candidata a vereadora oposicionista. Os óculos do edil se
quebraram. O vereador Jaíres Azevedo (PSB), também da situação, teve a
camisa rasgada.
Os
organizadores tentaram dissipar a confusão, sem sucesso. A confusão só
aumentava. Os candidatos deixaram o local às pressas, enquanto copos de
vidro eram arremessados para todos os lados, cadeiras e mesas viradas e
murros trocados.
Até
mesmo um furto foi registrado: levaram o gravador de voz utilizado pela
assessoria de comunicação da campanha da situação. Foi necessária a
decisiva intervenção dos policiais militares do Grupo Tático Operacional
para que a baderna cecesse.
“Fico
triste, não pelas questões dos candidatos, eles estavam levando o ato a
serio. Mas alguns populares começaram a tumultuar e terminou em uma
coisa de entristecer. O Sindicato estava ali não para fazer comício, mas
para ouvir os candidatos, suas propostas para os servidores. Foi uma
coisa muito desrespeitosa. A gente não teve como controlar. E ao final
era para ser assinada a carta de compromisso, o que não aconteceu,
prejudicando a todos os servidores”, lamenta Serjane Araújo, presidente
do Sindicato.
Entre
os presentes, muitas críticas. “Quiseram fazer um evento democrático,
mas não houve respeito. Infelizmente, é preciso reconhecer que se chegou
ao ponto de ter que impedir a entrada de militantes em um evento como
esse. Um lado respeitava, mas o outro não. No final, todos perderam a
razão”, disse um popular, que preferiu não se identificar.
Os prejuízos foram inúmeros, mas, principalmente, o patrimonial, para a Câmara e o povo, e o moral, para todos os envolvidos.
Fonte: Retrato do Oeste/Jornal De Fato/Cézar Alves
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